se venho aqui escrever o que não ouso dizer? sim. se venho aqui porque não ouso? sim. talvez. sim. hoje venho porque ontem me senti vivo. porque o coração disparou quando vi aquele gajo na tasca. porque nesse instante tive a noção clara do que ando a negar-me com este medo de enfrentar-me. de me fazer como sou.
já na festa o tinha achado interessante. fisicamente interessante. uma expressão e um corpo feitos açúcar para a formiga. uma simpatia transbordante. ontem aparece saído não sei de onde para me dar um pontapé no estômago e uma espremidela no coração. e agora aqui estou, a procurá-lo nesta ausência de sangue.
e, no fundo, porquê? porquê esta relutância? se não conheço desafio tão bom como este? como vou dizer isto ao meu pai? será que isso interessa verdadeiramente? como vou viver isto todos os dias?
mais importante: quando? quando? quando vou viver isto todos os dias? quando vou começar a viver?
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