ainda não cheguei aí. mas pouco falta. afinal, só por demasiado medo do desconhecido as experiências de sonho provocado ainda se não tornaram comuns.
tenho sonhado todos os dias. já fui uma espécie de miss marple armada ao pingarelho enquanto resolvia já não sei que problema insolúvel. já tive asas, já caí de escadas abaixo, já acordei para não morrer.
de vez em quando encontro por lá a m. é sempre bom reencontrá-la. conforta-me. relembra-me um momento de mim que foi quente e desesperante, generoso e ao mesmo tempo extremamente egoísta. relembra-me ali um momento de grande realidade aqui.
hoje voltei a vê-la. andava por paris e tinha um namorado, curiosamente o p.s., que não andava acompanhado pelo meu homónimo nem consta que já fosse progenitor. tive ciúmes? não. a primeira coisa que estranhei foi andarem dois estranhos num namoro organizado por mim, dentro de mim. mas não tive ciúmes. foi outra coisa. foi acreditar que nunca voltarei a viver assim, com ela e por ela. nem por mais ninguém. foi ver-me sujeito passivo do meu sonho e da minha vida.
(suspiro)
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