quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

esta sexta-feira ou sábado tenho que ir dançar com urgência a qualquer lado. precisa-se urgentemente de saltos estúpidos, ginástica descoordenada e muita dizzyness imbecil. mas a música que eu gosto, popzinho-rockzinho indie, como agora se diz, não passa nas discos desta parvónia. ou vais ouvir martelinhos, ou vais ouvir chungaria rock fm ou vais ouvir merdas com 10 ou 20 anos. é uma falta de imaginação confrangedora. vou isso sim ao indie bar no bairro. checar o sítio.

comecei finalmente o novo job. ainda vou preso por escrever tanto advérbio de modo. amanhã entro às 10 e estou aqui armado em não sei quê. fazia-me falta armar-me em não sei quê lá. estar mais à vontade. está visto que é tudo gente cool. pelo menos à primeira vista. estar mais à vontade. ser mais voluntarioso. relaxar. agarrar aquilo com as duas mãos. será preciso enfrascar-me em red bull para viver as coisas a fundo?

nem sequer me dou ao luxo de comemorar intimamemte (olha outro) o maior salário da minha vida. fodasse, afinal nem vou ganhar nada mal. caralho, até vou ganhar muito bem, dadas as circunstâncias. mas quais circunstâncias qual caralho, é um senhor salário, mesmo que no nível mais baixo lá do tasco. fodasse, já vai dar para poupar coisa que se veja. com sorte até dá para começar a pensar em meter algum em coisas mais estruturais...

por que não comprar a parte da tia R. na casa do avô, convencer o pai a casar com a mãe e tornar-me e ao a. os herdeiros únicos daquilo? será passo maior que as pernas? primeiro pagar as dívidas, sei-o bem. e depois onde arranjar taco para as obras? pobre foste, pobre és, pobre serás. essa é que é essa.

até parece que depois do pcp (cruzes canhoto) nunca mais tive o prazer de agarrar qualquer coisa pelos cornos e não deixá-la fugir. teria que arranjar maneira de acreditar tão profundamente nisto como naquilo. mas não está fácil. o dinheiro não fez (ainda) esse milagre.

e que mais? o companheiro de trabalho é escuteiro, veste-se à beto e tem umas pestanas muito je ne sais quoi. devias ter juízo A., e vais ter juízo porque o trabalho é sítio para seriedade e compostura. mas, eu que não sou gajo de decisões, preciso de tomar decisões para me convencer que não as descarto tão facilmente. por isso tomei esta decisão: vou ser eu completamente em todos os momentos que ali estiver. se alguma coisa positiva dali retirar que seja pelo menos isso.

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