comecei finalmente o novo job. ainda vou preso por escrever tanto advérbio de modo. amanhã entro às 10 e estou aqui armado em não sei quê. fazia-me falta armar-me em não sei quê lá. estar mais à vontade. está visto que é tudo gente cool. pelo menos à primeira vista. estar mais à vontade. ser mais voluntarioso. relaxar. agarrar aquilo com as duas mãos. será preciso enfrascar-me em red bull para viver as coisas a fundo?
nem sequer me dou ao luxo de comemorar intimamemte (olha outro) o maior salário da minha vida. fodasse, afinal nem vou ganhar nada mal. caralho, até vou ganhar muito bem, dadas as circunstâncias. mas quais circunstâncias qual caralho, é um senhor salário, mesmo que no nível mais baixo lá do tasco. fodasse, já vai dar para poupar coisa que se veja. com sorte até dá para começar a pensar em meter algum em coisas mais estruturais...
por que não comprar a parte da tia R. na casa do avô, convencer o pai a casar com a mãe e tornar-me e ao a. os herdeiros únicos daquilo? será passo maior que as pernas? primeiro pagar as dívidas, sei-o bem. e depois onde arranjar taco para as obras? pobre foste, pobre és, pobre serás. essa é que é essa.
até parece que depois do pcp (cruzes canhoto) nunca mais tive o prazer de agarrar qualquer coisa pelos cornos e não deixá-la fugir. teria que arranjar maneira de acreditar tão profundamente nisto como naquilo. mas não está fácil. o dinheiro não fez (ainda) esse milagre.
e que mais? o companheiro de trabalho é escuteiro, veste-se à beto e tem umas pestanas muito je ne sais quoi. devias ter juízo A., e vais ter juízo porque o trabalho é sítio para seriedade e compostura. mas, eu que não sou gajo de decisões, preciso de tomar decisões para me convencer que não as descarto tão facilmente. por isso tomei esta decisão: vou ser eu completamente em todos os momentos que ali estiver. se alguma coisa positiva dali retirar que seja pelo menos isso.

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