queria continuar a descrever o que disse mas é difícil. sei que o tema era relativamente inócuo para a e. mas não para ele. e lembro-me, isso com uma definição assustadora, de o ouvir comentar que eu estava muito agarrado a uma visão do sul da europa, enquanto transparecia uma máscara de amargura. contida amargura, não fosse ele austríaco. lembro-me de mo ter dito. que ele era. e de eu insistir no erro, no comentário agressor, como se nada fosse, com a confiança estúpida e justificada de quem sabe estar apaixonado. e eu estava, pela m.
sei que, desde essa conversa, algo mudou e não voltámos a ter as mesmas tardes despreocupadas ao sol, de copo de café na mão. hoje não me reconheço naquele eu. olho para aquele al e vejo alguém que procurava a honestidade possível em si e nos outros e agir como se a sua razão pudesse transformar-se em lei universal, como diria o velho kant num dos seus imperativos categóricos. estava a falar para um deles sem sequer perceber a dimensão do erro. talvez um dia o encontre por aí e possa pedir-lhe desculpa. enquanto isso não acontece, tento perdoar-me, na certeza que em seis anos qualquer coisa aprendi.

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