domingo, 27 de março de 2011

não sei se é o cansaço a atirar-me assim para baixo. surge uma necessidade doentia de sentir o miserável que há em mim. a e. voltou e o estar com ela desvela a solidão que me esforço diariamente para ocultar. porque estar com ela às vezes significa que não estou com ela sempre. e se não estou com ela estou só.

afeiçoei-me ao e., a tê-lo a meu lado para desenrascar o que fosse, a contar com alguém que sabe mais que eu em quase tudo e sempre disponível para resolver com uma doçura (ir)resistível. agora vai-se embora e deixa-me este vazio. mistura de medo de não conseguir estar à altura das circunstâncias com saudade antecipada daqueles olhos pestanudos em jeito de criança boa e pura. quando lá fui pela primeira vez ele estava lá. vi-o claramente visto. na próxima semana acabou-se.

nunca gostei que me arrancassem as pessoas que amo.

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