terça-feira, 1 de novembro de 2011

continuo a atravessar os caminhos pedregosos da minha imaturidade emocional.

porque é que não podemos caminhar de mãos dadas, olhar-nos assim, sem querer perceber nada além do que sentimos, manter o corpo dela contra o meu sem pensar que daqui a cinco minutos vou perdê-la, beijá-la sem ter de a ouvir agradecer-me.
de quê?

momentos que me parecem únicos. a vida não pode contentar-se com tamanha transitoriedade. os dias passam e vivo com as emoções encerradas em camadas de carne e máscaras que não quero manter. mas depois há dias assim: emoções que deixei andarem à solta, primeiro vigiadas, depois livres, como são.

não consigo decidir se lamento mais a falta dela ou a condenação a um quotidiano medíocre, falho de exaltação, do calor e da curiosidade que ela desperta em mim.

se não estamos cá para isto, estamos cá para quê? devo aceitar que a minha vontade de sentir seja prisioneira do objecto que a inspira? se tudo acaba, como aceitar que acabe o que nem começou?

por que devo aceitar a vitória da ausência, da solidão, do passado, da morte, sobre tudo o que lhes é contrário? podemos escolher as razões para a vontade de viver ou somos escolhidos por elas? por que é tão difícil aceitar a nossa impotência?

entre outras, vivi duas faltas nos últimos dias: o g. e ela. recuperá-lo está fora do meu alcance. mas não consigo convencer-me que ela seja para nunca mais. provavelmente é. e custa tanto aprender isso.

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