quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

não sei o que sinto. devia sentir coisas importantes, talvez devesse, acredito involuntariamente que sim. não percebo este silêncio interior. apaziguado. o contraste com o turbilhão m. é tão evidente...

é um doce, frágil mas pouco, que me escolheu não sei como. está convencida que eu a escolhi. eu estou convencido de termos sido escolhidos. cirandeia à minha volta como uma menina travessa de 7 anos. de 1 metro e 80. cheira bem.

dela sei tão pouco, ainda, apesar de tudo o que nos dissemos.

mas isto é real. ainda não sei o que é. vou percebendo que gosta de mim. já me disse que me amava. ainda que acredite que o vinho falasse também, como encaixar uma frase destas? estarei à altura? vai deixando sinais de que me quer. duvido ainda dela e do futuro. não sei para onde vamos.

gosto de estar com. penso nela, não para me martirizar com algo a que não consigo chegar mas porque não sei que caminho seguir dentro de mim para lhe dar o valor que tem. dentro de mim. ando à procura cá dentro.

quando me toca e se entrega dá-me uma tusa do caraças. redescubro um prazer de estar vivo. gosto disto.

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