quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

doi-me tudo.
o cérebro. as articulações. estou mal-disposto. os músculos. estou farto de andar em stress permanente. estou farto de me censurar. doo-me por dentro.

estou farto de me censurar. estou farto de não partilhar-me com ninguém nada nunca.
quero ver o tempo parar outra vez.

estou farto de me pôr à prova todos os dias. o pior é que estou sempre farto de alguma coisa. não importa a situação concreta. há sempre algo que está deslocado em mim nessa situação.

estou farto de passar os dias a fazer de conta que sou o que não sou. mas como, como?, me fui convencer que podia ser intérprete? acreditar/querer é a condição básica. mas se eu não acredito nem tenho certeza se quero...

tanto zumbido na cabeça. o cérebro em sobreaquecimento a caminho do curto-circuito.

não posso ir-me abaixo agora. se for, tenho que pôr um travão a tudo isto antes do precipício. a vida, apesar de tudo.

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