maldita internet. acena com o mundo inteiro do outro lado para me fazer esquecer que estou aqui. e eu vou atrás.
então como é que isto se faz? o gajo é mesmo giro. o mais engraçado é que sempre senti qualquer coisa, penso que desde que o conheci. mas tenho medo. sobretudo tenho medo do que sinto. parece que voltei a ter 14 anos. tenho medo de ser mal compreendido. tenho medo de ser bem compreendido e levar uma nega. tenho medo de ser bem compreendido e aceite. tenho medo de mim, de ter que lidar com isto. não estou confortável. há culpa. mas porquê?!? e como se apaga a culpa, a vergonha?
os sinais são indesmentíveis: um baque subtil quando os olhares se cruzam, a vontade de dizer qualquer coisa que não digo e a representação falsa de um estereótipo de relação heterossexual, ou melhor, assexuada, um desconforto controlado a custo sempre que se proporciona proximidade física ou uma situação de conversa a dois. sorte que raramente nos vemos...
...não pode haver coisa mais cretina de se escrever: sorte que raramente me cruzo com o gajo que quero encontrar. haja paciência.
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