sexta-feira, 28 de março de 2008

esta família é só doidos. o a. é doido. tenho hoje mais dúvidas que nunca que se consiga safar. o j. é doido. encena todos os dias o martírio que é ser responsável pelo a.. acredito que já acredita que vai ser assim até que morra um deles. a b. cala-se, sempre foi a parte fraca nesta história toda. o j. é uma pessoa estruturalmente autoritária. mas como precisa dos outros para não ficar sozinho e para se justificar neste mundo, arranjou sempre maneira de "estar lá" para o que fosse preciso. pôr os outros em dívida, atados de pés e mãos a realidades que não controlam. sempre foi assim com o a. e com o al e, a espaços, com a b. o a. frequenta um psiquiatra e um psico-terapeuta há anos, e já acumulou isso com um psicólogo. o al começou com consultas no psicólogo este ano. a b. nunca lá andou mas também não precisa, basta-se a si própria e quando não a culpa é do j.. o j. não só nunca teve psi de qualquer espécie como deve achar que isso é só para doidos. curioso como alguém que possui uma capacidade inata de semear infelicidades à sua volta é o único a habitar impunemente o país dos sãos de espírito. penso que a disfuncionalidade familiar é isto: contradições em cima de contradições e pessoas que são incapazes de se dizer qualquer coisa. não porque haja falta de assunto mas porque não conseguem encontrar um terreno de diálogo em que as regras sejam iguais para todos. isto custa muito a al. mas é provavelmente um bloqueio que nunca vai conseguir resolver. al acredita que a sua insegurança, o seu medo de conquistar o mundo vem, em parte, daqui. um dia será tarde para voltar atrás.