o a. lá se mestrou. agora outros vôos o esperam, idealmente longe daqui. disse meio a brincar que eu tinha sido essencial para hoje. disse meio a sério que eu tinha sido essencial para hoje. faz bem ouvir estas coisas.
fomos beber uns copos à nova américa e depois à casa do alentejo. na primeira estávamos sozinhos. na segunda mergulhamos na multidão. o problema, que não é problema nenhum, é que aquilo estava cheio de gajos giros. e eu não estou nada habituado a achar que vejo gajos giros em toda a parte. aquilo que me era invisível há 6 meses é agora visível mesmo que não esteja a olhar para lá. basta uma presença pressentida para uma voz muda passar o tempo a desinquietar "olha!, olha!, olha!, ele está a olhar para ti!, olha para ele!, olha para ele!". e há sempre um sentimento de vergonha a acompanhar estas interpelações. se olho, das duas uma: ou é porque o conheço ou julgo que conheço, ou então é porque lhe estou a tirar as medidas. e sei que a segunda é que é verdadeira. e quando me sinto observado faço o quê? faço de conta que não vejo. cobarde. ao mesmo tempo não há maneira de fazer a triagem entre o que julgo interessar-me e o resto. é que quase não há resto. às tantas fico com a sensação que me estou a fazer o cerco a mim mesmo, como se usasse uns óculos para tranformar toda a gente à minha volta em objectos de interesse ou desejo.
depois estava lá a r. e dou-me muito bem com a r. há uma amizade à espera de ir ao lume a apurar, sente-se em cada frase que trocamos. e depois diz-me: olha, pedi o teu número à c. para te telefonar e fazermos coisas juntos, conversarmos, outras coisas. não ficas chateado, pois não? eu????????? não!!!!!!!!!! acho uma ideia óptima! (enquanto pensava "porreiro, gosto muito de estar com ela mas será que já se esqueceu do que lhe disse em dezembro acerca daquilo?)
