terça-feira, 30 de junho de 2009

e depois o tempo consome-se. desaparece. extingue-se. dissipa-se. que é a outra forma de dizer o curto espaço que nele encontro para mim. quero dar-me aos outros, mas tenho que dar menos a tantos e mais a alguns. talvez esta impressão de deslize venha daí.
mas só podia ser assim. sempre me furtei ao compromisso, por mais fluído que fosse. nunca consegui dar nada que verdadeiramente tivesse importância. entre o medo e o egoísmo. já não me lembro quando aprendi a não confiar nada. daí esta permanente impressão de estranhamento comigo.

como é que aqueles beijos me invadem o cérebro de 5 em 5 segundos? não o conhecia e não fiquei a conhecê-lo depois. trocámos duas frases. mas aqui está outra vez aquele sabor indefinido a álcool e perfume, aquele toque de pele lisa, a consciência plena de um corpo igual nos meus braços. como pude recusá-lo? onde fui buscar tanto medo?

há um desejo delirante de tudo que não sei como dominar e me atira para uma insatisfação em angústia permanente. quando é que o arrependimento não será opção?

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