sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

os profissionais buscam o reconhecimento dos pares. é verdade. olho para mim e o grande indicador de auto-avaliação está sempre no facto de me sentir peixe fora de água naquele contexto. está bem, comecei há dois meses. é normal, dizem. mas não chega. a comparação está lá sempre, pelo menos nos meus olhos.

visto de outro ponto: eu não consigo, pelo menos para já, assumir a mesma posição de força, confiança e proposta que podia assumir se tivesse uma justificação simbólica para. eu sou licenciado em história, com uma catrefada de línguas às costas. mas não sou engenheiro, não sou um gajo dos números. não sou um gajo das condutas, das estruturas, dos laboratórios. até posso ser o único gajo na sala que sabe quem foi o zurara e o damião de góis. ou que pode descrever a cronologia do prec de cor em 5 minutos. e depois? como se não chegasse o resto, o símbolo também joga a favor deles.

vivo rodeado de gajos bonitos. estão lá. quero que estejam lá. sou eu que os ponho lá. gosto deles e gosto que lá estejam com esse significado. sim, gosto.

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