preocupado com o perfil dos consumos e vivências culturais. em sentido lato. a minha vida lisboeta é pobre, muito pobre. em qualquer dos sítios onde vivi até hoje tive mais, mais diversificadas e melhores experiências culturais que em lisboa. em sentido lato. os livros que li. os filmes que fui levado a ver. os livros que me levaram a ver filmes que me levaram a outros livros. as pessoas que fui conhecendo. as pessoas que me deram livros e filmes para. as línguas que aprendi. os hábitos que ganhei. as comidas que provei. as pessoas que se interessaram pelas comidas e pela coisas que eu disse. as pessoas que saboreei. os jornais que me habituei a referenciar. os lugares que frequentei. todos os contextos marcados pela intersecção de coisas muito diferentes, em que me habituei a ver e sentir o diferente em todas as coisas.
aqui, havendo espaço para o diferente, estou quase sempre do lado do que é igual. do lado do que não se deixa contaminar, tendo até o discurso contrário. ali a mudança como constituição, aqui a permanência como maldição.
ando a queixar-me demasiado da normalidade. a normalidade consome-me mais que o resto. é preciso inverter a ordem dos factores.
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