terça-feira, 29 de junho de 2010

o cansaço destrói a capacidade de acreditar.
amanhã de manhã quero correr no jardim antes de ir trabalhar.
sinto-me só e já nem tenho um fundo de revolta para ir buscar outra coisa.
o estar aqui pode ser uma responsabilidade demasiado grande.
queria voltar a estar sem a impressão quotidiana de sempre me lembrar disso.
estar sem perceber.
estou cansado de pensar pensando que não penso em nada.
amanhã a mãe vem a lisboa. tenho sentido que está a mudar de voz. mais rouca. vou deixar de perguntar-lhe se está constipada. é outra coisa, que não podemos resolver e já me vai ponteando a cabeça castanha de farripas brancas. é a vida a expressar-se na sua forma mais pura, um longo caminho para a morte.

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