não consigo.
não toco e não deixo tocar. ninguém existe lá fora. são fantasmas de pele sem substância.
tenho medo de tudo. ganhei este medo quando estava a crescer. vesti a carapaça e não consigo tirá-la.
vejo os dias passarem. a consciência da inutilidade é um oceano sufocante.
o para quê quase sempre por cima do resto.
não consigo sentir.
só o sentir-me morrer por dentro.

Sem comentários:
Enviar um comentário