quinta-feira, 6 de março de 2008

e para dizer tudo basta dizer isto: não suporto não acreditar em mim. faz-me mal. mas não consigo evitá-lo. foda-se.

lembrei-me do gerry. poder-se-ia acreditar que tudo aquilo, um filme que termina em morte, não é mais que uma metáfora da vida. pelo menos da minha parece ser. uma figura fraca, uma figura forte. uma viagem com um destino que nunca acontece. a errância desidratante, o sol abrasador, a luta que se perde. o gerry fraco morre, o gerry forte sobrevive. mas ao quebrar-se a união nunca mais será o que era. já não é uno. está condenado a errar até morrer, desencontrado de si mesmo. sozinho.


se pudesse decidir o que vou sonhar:

- daqui a 10 minutos vou estar entre as nuvens de braços abertos, a respirar o mundo todo, sentir o ar fresco a entrar nos pulmões. vou nadar de bruços quando quiser subir ou descer. vou abrir muito os braços quando quiser ficar no memso sítio. vou pesar tanto como uma tonelada no espaço. depois vejo lá em baixo alguém ou alguma coisa que me faz sorrir. olho para o sol e sinto-o na pele. e vou.

é isto mesmo que vou sonhar agora. já.